ENTRE AUSÊNCIAS E ESPECTROS:
Tempo, Memória e Subjetividade na Autoficção de Hisham Matar
DOI:
https://doi.org/10.18223/hiscult.v14i2.5007Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão sobre a escrita da história no mundo contemporâneo a partir de um exercício de fecundação da literatura de Hisham Matar. A análise se apoia nos conceitos de “passados singulares”, formulado pelo historiador italiano Enzo Traverso, e de “eu metódico”, cunhado pelo o francês Ivan Jablonka – ambos destacando a inserção da subjetividade do pesquisador num texto historiográfico. Paralelamente, busca-se explorar as relações entre ficção, literatura, história e eventos traumáticos, na perspectiva de Jablonka, LaCapra e Hayden White. Por fim, pretende-se refletir sobre o conceito de tempo, demonstrando como a autoficção de Matar abre espaço para se pensar numa temporalidade espectral, ausente-presente, como alternativa ao modelo linear e sucessivo, hegemônico durante o período moderno.
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