ENTRE AUSÊNCIAS E ESPECTROS:

Tempo, Memória e Subjetividade na Autoficção de Hisham Matar

Autores

  • Marcelo Fidelis Kockel Universidade Estadual Paulista (UNESP)

DOI:

https://doi.org/10.18223/hiscult.v14i2.5007

Resumo

O presente artigo propõe uma reflexão sobre a escrita da história no mundo contemporâneo a partir de um exercício de fecundação da literatura de Hisham Matar. A análise se apoia nos conceitos de “passados singulares”, formulado pelo historiador italiano Enzo Traverso, e de “eu metódico”, cunhado pelo o francês Ivan Jablonka – ambos destacando a inserção da subjetividade do pesquisador num texto historiográfico. Paralelamente, busca-se explorar as relações entre ficção, literatura, história e eventos traumáticos, na perspectiva de Jablonka, LaCapra e Hayden White. Por fim, pretende-se refletir sobre o conceito de tempo, demonstrando como a autoficção de Matar abre espaço para se pensar numa temporalidade espectral, ausente-presente, como alternativa ao modelo linear e sucessivo, hegemônico durante o período moderno.

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Publicado

2026-01-06