Kira Muratova, autora na margem do estado censor

Autores

  • Iurii Kokin Universidade Estadual do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.18223/hiscult.v14i2.4858

Resumo

Este artigo investiga a trajetória histórica e biográfica de Kira Muratova, analisando como sua visão autoral se desenvolveu no contexto das políticas culturais da União Soviética. O objetivo central é compreender de que maneira seus primeiros filmes delineiam uma linguagem estética singular, desafiando as convenções narrativas e formais do cinema soviético oficial. A análise é estruturada em dois eixos complementares: o primeiro examina a interação entre as diretrizes culturais estatais e seus impactos nos processos de produção, na estética e na linguagem cinematográfica; o segundo realiza uma revisão crítica dos primeiros filmes da diretora, com ênfase em Breves Encontros (1967), seu primeiro filme solo. Essa abordagem integrada permite evidenciar como seus experimentos formais e narrativos antecipam uma estética autoral que se consolidaria em suas produções subsequentes.

Biografia do Autor

Iurii Kokin, Universidade Estadual do Paraná

Mestrando do Programa de Pós-Graduação – Mestrado Acadêmico em Cinema e Artes do Vídeo (PPG-CINEAV) – da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Curitiba II/Faculdade de Artes do Paraná (FAP), vinculado à linha de pesquisa (1) Teorias e discurso no Cinema e Artes do Vídeo. Membro do Grupo de Pesquisa em Arte, Cultura e Subjetividades (GPACS-CNPq/Unespar). Desenvolve pesquisas sobre cinema soviético e pós-soviético com foco na estética e na linguagem. Atua também como designer gráfico.

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Publicado

2026-01-06