DISFORIA E FRATURA: A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO ENTRE HISTÓRIA E LITERATURA NA FICÇÃO MOÇAMBICANA

Ubiratã Roberto Bueno Souza

Resumo


Revisitando o primeiro e mais basilar romance de Ungulani Ba Ka Khosa, Ualalapi (1987), o presente artigo objetiva delinear alguns traços da obra do escritor moçambicano, buscando investigar como, através de uma apropriação de elementos da história de Moçambique aliada à ficcionalização, Ba Ka Khosa constrói um tipo de conhecimento acerca de seu próprio país. Ao insistir nessa relação entre o trabalho estético e a apropriação criativa de elementos da história, Ba Ka Khosa faz uma opção política por um distanciamento crítico das visões mais eufóricas e otimistas acerca da compreensão dos processos históricos vividos pelas populações moçambicanas, situando sua produção literária justamente nas fraturas e nas cisões sociais e políticas de seu país.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18223/hiscult.v9i1.2400

DOI (PDF): http://dx.doi.org/10.18223/hiscult.v9i1.2400.g2754

 

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